domingo, 1 de dezembro de 2019

Editorial - 12 Meses em revista

2019 está prestes a terminar e anuncia-se o ano de 2020.
É comum esta ser uma época de balanços. O que se fez e o que ficou por cumprir. Como passou este ano e o que nos trará o próximo? Será melhor? Será pior? Ou haverá mais do mesmo? Iremos ter os habituais aumentos de bens e serviços? Continuará o caos no atendimento e as longas listas de espera no Serviço Nacional de Saúde? E na área da Justiça e Segurança? O que irá acontecer na nossa terra e no Mundo no próximo ano?
Nesta edição de Dezembro da Nova Costa de Oiro decidimos revisitar o ano de 2019, em Lagos. As nossas escolhas foram subjectivas e optámos por não seleccionar alguns temas que poderiam ser mais óbvios para os que nos lêem.
Em Novembro, acompanhámos a primeira edição do Jazz in Lagos.
Organizado pela Chão Nosso, uma Cooperativa cultural criada recentemente e que tem a sua sede em Lagos, este evento foi um enorme sucesso, não só do ponto de vista da afluência de um público desejoso e ansioso por escutar boa música, como também pela excelência das interpretações de músicos novos, mas, acima de tudo, extremamente competentes.
Continuamos a contar com a colaboração da Associação Filatélica e Numismática Gil Eanes, de Lagos. E quem diz que não se pode aprender a coleccionar?
Artur de Jesus presenteia-nos uma magnífica biografia do Lacobrigense «Cardeal Neto». E José Rosa recorda-nos um «imprevisto» ocorrido na Feira Franca de 1936. Excelentes «prendas»!
2020 está aqui à porta. Desejamos que esse venha a ser um bom ano para os que acompanham a nossa revista. Que haja saúde e muitas venturas. E que na Nova Costa de Oiro se prossiga o trabalho desenvolvido até hoje.
Para todos, votos de Feliz 2020!
Carlos Mesquita

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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Editorial - Três Notas só

Três notas, três notas só, neste mês:
A primeira nota: no dia 1 de Novembro de 1755, Portugal foi atingido por um violento sismo, na sequência do qual poderão ter morrido cerca de 100 mil pessoas. A costa sul do nosso país e Lagos, em particular, foram severamente afectados por este cataclismo natural. Daí que hoje, rigorosamente 264 anos passados sobre a tragédia que então nos assolou, recordamos esse dia longínquo. E este é um «bom» pretexto para que nos interroguemos e para que reflictamos: e se se repetisse hoje um sismo dessa magnitude? Como ficaria Lagos? Quantas pessoas iriam morrer?
E em Lisboa? O que poderia acontecer na cidade capital de Portugal? E estaremos devidamente preparados para enfrentar uma calamidade desta natureza? Infelizmente, a resposta não deverá ser muito animadora nem, tão pouco, tranquilizadora...
A segunda nota: a Nova Costa de Oiro esteve presente na celebração do 42º aniversário do Núcleo de Lagos do Movimento Democrático de Mulheres (M.D.M). Na ocasião falou-se do tráfico de pessoas e de variadas formas de exploração humanas, com especial destaque para a situação que é vulgarmente apelidada de «barrigas de aluguer» para gestação, em troco de dinheiro, de quem não consegue procriar no seu seio familiar. E assolou-nos a dúvida se, como sociedade tecnologicamente desenvolvida, aparentemente alfabetizada e letrada não há situações que poderão ser passíveis de «condenação» social?
A terceira nota: olho para a Ficha Técnica da Nova Costa de Oiro, aqui ao lado, e fico feliz. Desde Outubro, mais nomes se juntaram à nossa equipa. Amigos, acima de tudo, certamente. Mas, também, pessoas de grande valor e a quem agradeço, publicamente, a colaboração.
Carlos Mesquita

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terça-feira, 1 de outubro de 2019

Celebrando...

Outubro é mês de dupla celebração: a do Dia de Município de Lagos e do aniversário da revista Nova Costa de Oiro.
E há uma coincidência entre estas duas datas, uma vez que foi por vontade do seu fundador, Hélio José, que a Nova Costa de Oiro foi apresentada no dia da nossa cidade. E será, pois, a 27 de Outubro que se assinala o 24º aniversário desta publicação. Razão mais do que suficiente para publicarmos na página 34 os nomes de todos, todos, os que colaboraram connosco. A eles, Obrigado! E, para na página 35, recordarmos um pouco do nosso passado...
Nesta edição centramo-nos em Lagos e na sua história. Não o poderíamos fazer de forma exaustiva, pois é impossível resumir-se 4.000 anos de vida em poucas páginas. Assim, propusemo-nos trilhar uma abordagem menos óbvia: fotografar a nossa cidade dos mesmos ângulos de registos fotográficos antigos. Para isso, eu e o Hugo Palma, de máquinas fotográficas na mão, caminhámos pela cidade, captando as imagens que agora publicamos.
Também testámos várias possibilidades para as capas desta edição. Acabámos por seleccionar uma, registada a partir da Rua da Barroca, comparada com outra, separando-as mais de 60 anos. E esta é a primeira capa a preto e branco por nós publicada.
Não teria sido possível a Nova Costa de Oiro sem os seus proprietários, generosos sonhadores: Hélio José, Figueiredo Luís e Carlos Conceição. Obrigado!
Contamos trazer, a partir da próxima edição, novos colaboradores e novas rubricas. Com a tranquilidade que vai rareando nos nossos dias agitados...
Nesta era do «digital», estudamos, igualmente, para 2020, uma outra abordagem que gostaríamos de vir a concretizar. E a «pista» para esse nosso projecto está na página 33 desta edição.
Assim celebramos e celebraremos!
Carlos Mesquita
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domingo, 1 de setembro de 2019

Revisitar memórias

Setembro é mês de regressos. De regressos após as férias (para quem as teve!), às rotinas laborais e à escola para milhares de estudantes. Setembro é o mês do Equinócio de Outono (que se assinala dia 23), os dias mais frios e cinzentos que já anunciam o Inverno, a queda das folhas das árvores. E de se escutar, uma e mais uma vez, a maravilhosa composição «As Quatro Estações - Outono», de Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 4 de Março de 1678 — Viena, 28 de Julho de 1741).
Setembro é e sempre foi, para nós, o mês dos regressos, se revisitarem memórias, alguns locais e amigos (vários já desaparecidos do nosso convívio, mas nunca esquecidos). E este foi também, para nós, o tempo que escolhemos para voltarmos à «nossa» velha Escola Secundária Gil Eanes, nas Freiras, de calcorrearmos os seus corredores e de aí recordarmos, em silêncio, colegas (amigos, muitos!), professores e funcionários. Nostalgia? Bastante, certamente! E, também, um «nó apertado na garganta», que se tentará disfarçar...
Na edição 29 da nossa revista, publicada em Maio-Junho de 1999, estivemos na Meia-Praia, na «Arte» da pesca, com o nosso amigo José Santos e muitos outros que a seu lado lutavam para que a continuidade dessa forma de pescar tradicional se perpetuasse no tempo. Agora, em 2019, voltámos em reportagem ao seu convívio e ao de um grupo que se alargou... Mais uma memória revistada...
E é neste Setembro e Outono anunciados, em Lagos, que recordamos as luminosas palavras da eterna Sophia:
«Na luz de Lagos matinal e aberta
Na praça quadrada tão concisa e grega
Na brancura da cal tão veemente e
directa
O meu país se invoca e se projecta».

Desfrutai, pois, as próximas páginas.
 
Carlos Mesquita
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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Agosto a gosto?


Ano após ano, quando chega o mês de Agosto, escuta-se um pouco por toda a cidade a mesma lamúria: «Nunca mais chega Setembro, para termos alguma tranquilidade...».
Segundo a PORDATA, em 2017, residiam 30.629 pessoas no município de Lagos. De acordo com esta plataforma, os estabelecimentos hoteleiros do concelho acolheram, então, 277.665 visitantes.
Presume-se que este número peque por defeito, uma vez que muitos visitantes se instalam em alojamentos locais ou em casas de amigos e de conhecidos. No entanto e perante os dados disponíveis, percebe-se que a população presente no território é cerca de 9 vezes mais por ano do que a residente. E dada a sazonalidade da ocupação, constata-se que é no Verão e em Agosto, em particular, que há o maior números de visitantes ao concelho lacobrigense.
Como resultado dessa avalanche humana e que na sua maioria tem baixo poder económico, acontecem as filas automóveis em direcção às praias, aos restaurantes e aos estabelecimentos locais. Torna-se difícil andar nas ruas superlotadas e há muito ruído. Aumenta o lixo e a sujidade impera por todo o lado.
Por um lado, se para muitos residentes de Lagos, Agosto é um mês pouco agradável para se estar e se viver, por outro, para os muitos que dependem do turismo para trabalhar e sobreviver, se não fosse o elevado afluxo de visitantes seria o desemprego certo e garantido...
Recordamos a frase de amigo de longa data, antigo proprietário de um restaurante da Rua da Barroca, que perante o descontentamento dos clientes impacientes pela demora no atendimento, ia repetindo: «Se querem ser bem recebidos, venham cá no Inverno...».
Será Agosto um mês verdadeiramente a gosto? Ou de triste desgosto?
Carlos Mesquita



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segunda-feira, 1 de julho de 2019

O regresso


A revista «Nova Costa de Oiro» foi apresentada publicamente em 27 de Outubro de 1995, dia da Cidade de Lagos, no «Amuras», na Marina da nossa terra.
Nasceu pela vontade e pela persistência do Hélio [Custódio do Carmo] José, conforme se recorda no editorial que publicou nessa data, e que se reproduz: «Sobretudo a Revista “Nova Costa de Oiro” é um projecto para intervenção e opinião da sociedade civil, será um veiculo de culturas e tendo como principal objectivo servir e defender os lacobrigenses», escreveu.
Passou por várias fases e por muitas dificuldades. Mas também deu muitas alegrias a quem a fez, com profissionalismo, com empenho, servindo e defendendo Lagos e os lacobrigenses, sempre.
Foram publicados 32 números, o último em Dezembro de 1999, na sequência do trágico falecimento do então seu proprietário, [José Joaquim Lopes de] Figueiredo Luís.
Embarquei neste sonho do Hélio desde o primeiro momento, tendo exercido as funções de Chefe de Redacção e, no seu fim, de Director Geral, só interrompido por razões de saúde familiar.
Agora, quase 20 anos depois de ter terminado, a «Nova Costa de Oiro» está de volta a Lagos e acessível aos nossos concidadãos. O nosso objectivo? Claro que será o de servir e defender os lacobrigenses, como era o nosso propósito em 1995 e o rumo do qual nunca nos afastámos.
A «Nova Costa de Oiro» será uma revista dos nossos dias, dos tempos em que vivemos, digital, usando os recursos tecnológicos actuais e as redes sociais.
Até Outubro deste ano, iremos centrar-nos, essencialmente, na recordação de textos publicados e dos seus autores, alguns já desaparecidos do nosso convívio.
Desfrutai!
Carlos Mesquita

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