Na postagem anterior disse que quando iniciei este projecto da revista Nova Costa de Oiro com o Hélio José eu não percebia nada, mas nada mesmo, do mundo da comunicação social. Só tinha visto fazer um jornal (na rotativa do extinto «Diário Popular», que se publicou entre 1942 e 1991 e o jornal «A Bola», na altura ainda em caracteres de chumbo), numa visita de estudo a Lisboa, no ano em que terminei o 11º, na Escola Secundária Gil Eanes, acompanhado pelo então meu professor António Guedes de Oliveira, actualmente director do Correio de Lagos. Fora isso... Era a ignorância total nesta área.
Quando iniciámos a Nova Costa de Oiro equipámo-nos com um computador que, em 1995, era uma verdadeira «bomba». A «máquina» foi montada pelo Freitas e adquirida ao Luís Custódio, da Informédia, de Lagos, empresa que hoje já não existe. Comparada com os potentes equipamentos e «software» que actualmente estão disponíveis para paginação e tratamento de imagem, até custa a entender o muito que se progrediu nesta tecnologia em tão curto espaço de tempo. Embora poucos tenham dado por isso, 14 anos a nível informático significaram um avanço brutal ao nível dessas ferramentas. Mas dos que nos ajudaram nesse patamar, entre eles o Deda, o Zé Augusto, o Artur Tovar e o Carlos Bonança, falarei noutra ocasião próxima.
Com sede na Rua Dr. Joaquim Tello, nº 10, em Lagos (um prédio recentemente demolido e que pertencia ao CASLAS), equipados com um potente computador para a altura (e longe, muito longe da experiência de trabalho do José Xavier, que muito nos ensinou dos seus tempos de tipógrafo da revista Costa de Oiro, nossa antecessora), começámos a alinhavar a primeira edição da Nova Costa de Oiro (que, curiosa, mas conscientemente acabou por não ter o nº 1 estampado na capa). Esta primeira revista viria a ser impressa na Litográfica do Sul, S.A., em Vila Real de Santo António, onde eu e o Hélio José nos dirigimos para um encontro de trabalho, de modo a alinharmos os detalhes da impressão.
Não recordo quem nos deu a boleia até lá, uma vez que nem eu nem o Hélio tínhamos ou temos Carta de Condução (penso que terá sido o engenheiro Belizário...). Lá chegados fomos muito bem recebidos por um impressor que hoje sei que era da «velha guarda», que desde logo começou a colocar perguntas «difíceis», para a minha ignorância Qual o tipo de papel que iríamos usar? Quantas páginas teria em «quadricomia»? E os «planos»? E os «fotolitos»? Como??? Importa-se de repetir, perguntava-me eu em surdina, sem tentar demonstrar que não percebia nada «daquilo»?
Depois de ter tomado consciência que o «mundo das artes gráficas» nos era desconhecido, o nosso interlocutor teve a gentileza de nos fazer um «esboço» com uma folha de papel que dobrou várias vezes, para nos explicar o que eram «planos», e como se planeava uma publicação, folha essa que guardámos religiosamente nos tempos futuros e à qual chamámos carinhosamente «a Bíblia».
A primeira edição da revista Nova Costa de Oiro foi impressa na Litográfica do Sul, enquanto a segunda o foi mais perto de Lagos, mais concretamente em Portimão, na Grafistúdios, de Bernardo Silva. Só que... entre o primeiro e o segundo número foi importante e decisiva a aprendizagem.
Das razões para que a «Nova Costa de Oiro» volte a ser publicada agora, na Internet, 14 anos de ter aparecido em papel, falarei brevemente. Espero também o fazer à volta do que o Hélio José escreveu no primeiro editorial, que intitulou «Regresso ao Futuro - A Nova Costa de Oiro é:
Primeiro a MEMÓRIA e um certo ROMANTISMO.
Depois a VONTADE.
Sempre o SONHO.
Por fim o INSTINTO e a INQUIETAÇÃO.»
Hoje só me resta deixar aqui a mais importante das lições desses dias: Aprender... Aprender... Aprender até morrer, assim há-de ser!
4 comentários:
São sempre interessantes estas histórias e acredito que tenhas inúmeras para contar, força aí!!!
Abraço
Médicos franceses ameaçam o Ministro da Saúde com acção legal contra os planos secretos de vacinação em massa...
«Não é a Gripe A que é perigosa, são as injecções (vacinas), porque são supostamente de gripe porcina, quando de facto as vacinas são um composto de 3 vírus: gripe humana+gripe porcina+gripe aviária». Muito tóxico !!!»
diz a Drª. Rauni Kilde.
v. post das 00:17 de 30.10.2009
em http://blagosfera.blogspot.com
Felicidades para este novo espaço!
Um abraço
MEMÓRIA, ROMANTISMO, VONTADE, SONHO,INSTINTO e INQUIETAÇÃO.
... sem mais nada a dizer!
bjos
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