
Ano após ano, quando chega o mês de Agosto, escuta-se um pouco por toda a cidade a mesma lamúria: «Nunca mais chega Setembro, para termos alguma tranquilidade...».
Segundo a PORDATA, em 2017, residiam 30.629 pessoas no município de Lagos. De acordo com esta plataforma, os estabelecimentos hoteleiros do concelho acolheram, então, 277.665 visitantes.
Presume-se que este número peque por defeito, uma vez que muitos visitantes se instalam em alojamentos locais ou em casas de amigos e de conhecidos. No entanto e perante os dados disponíveis, percebe-se que a população presente no território é cerca de 9 vezes mais por ano do que a residente. E dada a sazonalidade da ocupação, constata-se que é no Verão e em Agosto, em particular, que há o maior números de visitantes ao concelho lacobrigense.
Como resultado dessa avalanche humana e que na sua maioria tem baixo poder económico, acontecem as filas automóveis em direcção às praias, aos restaurantes e aos estabelecimentos locais. Torna-se difícil andar nas ruas superlotadas e há muito ruído. Aumenta o lixo e a sujidade impera por todo o lado.
Por um lado, se para muitos residentes de Lagos, Agosto é um mês pouco agradável para se estar e se viver, por outro, para os muitos que dependem do turismo para trabalhar e sobreviver, se não fosse o elevado afluxo de visitantes seria o desemprego certo e garantido...
Recordamos a frase de amigo de longa data, antigo proprietário de um restaurante da Rua da Barroca, que perante o descontentamento dos clientes impacientes pela demora no atendimento, ia repetindo: «Se querem ser bem recebidos, venham cá no Inverno...».
Será Agosto um mês verdadeiramente a gosto? Ou de triste desgosto?
Carlos Mesquita
Ler e descarregar a revista nesta ligação.
Segundo a PORDATA, em 2017, residiam 30.629 pessoas no município de Lagos. De acordo com esta plataforma, os estabelecimentos hoteleiros do concelho acolheram, então, 277.665 visitantes.
Presume-se que este número peque por defeito, uma vez que muitos visitantes se instalam em alojamentos locais ou em casas de amigos e de conhecidos. No entanto e perante os dados disponíveis, percebe-se que a população presente no território é cerca de 9 vezes mais por ano do que a residente. E dada a sazonalidade da ocupação, constata-se que é no Verão e em Agosto, em particular, que há o maior números de visitantes ao concelho lacobrigense.
Como resultado dessa avalanche humana e que na sua maioria tem baixo poder económico, acontecem as filas automóveis em direcção às praias, aos restaurantes e aos estabelecimentos locais. Torna-se difícil andar nas ruas superlotadas e há muito ruído. Aumenta o lixo e a sujidade impera por todo o lado.
Por um lado, se para muitos residentes de Lagos, Agosto é um mês pouco agradável para se estar e se viver, por outro, para os muitos que dependem do turismo para trabalhar e sobreviver, se não fosse o elevado afluxo de visitantes seria o desemprego certo e garantido...
Recordamos a frase de amigo de longa data, antigo proprietário de um restaurante da Rua da Barroca, que perante o descontentamento dos clientes impacientes pela demora no atendimento, ia repetindo: «Se querem ser bem recebidos, venham cá no Inverno...».
Será Agosto um mês verdadeiramente a gosto? Ou de triste desgosto?
Carlos Mesquita
Ler e descarregar a revista nesta ligação.

Sem comentários:
Enviar um comentário