quarta-feira, 14 de abril de 2010

Gralhas

Há um provérbio muito, muito antigo (pois remonta, pelo menos, a 27 de Outubro de 1995 -precisamente o dia em que a revista «Nova Costa de Oiro» apareceu ao público-) que diz o seguinte: «Uma revista sem “gralhas” é como um jardim sem flores».
As «gralhas», no sentido que pretendo hoje abordar e para quem esteja menos familiarizado com a expressão, são «letras invertidas ou palavras trocadas, etc., na composição». Não são os pássaros  conirrostros, da família dos corvos, mas mais pequenos, que ouvimos crocitar pelos campos. As «gralhas» de que falo hoje são, na verdade, o pior pesadelo do «chefe de redacção» e dos revisores de texto (isto, não obstante as dezenas de leituras feitas dos textos que iriam ser publicados e da ajuda da informática).
O que é certo é que essa «passarada» negra aterrou no «quintal» da nossa revista e nunca mais me largou enquanto fui jornalista. Mal sabia eu então, em finais de Outubro de 1995, que emboscado e camuflado, um caçador munido de arma poderosa se preparava para dar caçada a essa passarada agoirenta e que eu iria apanhar umas chumbadas por ricochete. Só por alturas da nossa terceira edição soube que assinava como «Nubelim, caçador de gralhas e de sonhos» (seria uma referência a  «Constantino, guardador de vacas e de sonhos», de Alves Redol?), que era e é um bom amigo, meu antigo professor do 10º e 11º anos na Gil Eanes. Para mais, foi ele quem me ensinou a fazer as correcções de texto num livro, aquando da paginação/edição de «Barlavento entre amor  e mar», da autoria de Hélio Xavier.
Quem seria este Nubelim, caçador de tiro certeiro e de fino humor? Este é um «mistério» que irá ser desvendado em breve...

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