A primeira capa (e contra-capa) da revista «Nova Costa de Oiro» bem como o seu logótipo inicial foram feitas pela Lucinda Correia, a pedido do Hélio José.
Em 1995, a Lucinda tinha feito uma exposição de pintura a que chamou «À deriva», estudava Arquitectura na ESBAL, curso que veio a terminar e é a profissão que exerce actualmente, em Lisboa.
Se bem me lembro, o Hélio pretendia que a imagem tivesse um barco a zarpar do porto (o nosso?) e que a Costa de Oiro, que tinha sido imortalizada entre outros por pintores como Falcão Trigoso, estivesse bem visível. Também pretendia que o logótipo inicial representasse a «juventude» da revista. Passado algum tempo, este foi substituído por outro, que encima este blogue.
Quinze anos depois, parte da Costa de Oiro está prestes a desaparecer para dar lugar a um empreendimento turístico-imobiliário que não deveria ser construído e a Lucinda faz parte de um enorme grupo de jovens lacobrigenses que foram estudar para outras terras e que não encontraram qualquer razão para voltarem à sua terra natal, contribuindo dessa forma para a riqueza da nossa. Eles são muitos, a exercerem cargos de relevância em muitas áreas (saúde, educação, design, tecnologia, etc), mas só cá voltam para as férias. Encontramo-nos na rua ou no mercado, metemos a conversa em dia mas quase que sinto (será imaginação minha?) que eles já não encontram na Lagos de 2010 a magia que a nossa cidade tinha quando éramos jovens.
(para ler e recordar a Lucinda na página 21 da primeira edição da «Nova Costa de Oiro», que pode ser descarregada ao lado em PDF.)
(para ler e recordar a Lucinda na página 21 da primeira edição da «Nova Costa de Oiro», que pode ser descarregada ao lado em PDF.)

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