quarta-feira, 7 de abril de 2010

Publicidade

A feitura de uma revista como era a «Nova Costa de Oiro», 26 páginas, com alguns planos a cor, com papel couché mate (ou de um jornal qualquer que podemos comprar)  acarreta custos muito elevados.
Há salários a serem pagos, há custos com fotografias (recordo que em 1995 as fotografias eram reveladas, pois não dispúnhamos de máquinas digitais, que hoje são banais), há telefones, há cassetes para gravação das entrevistas e há os elevados custos de distribuição e de impressão. Com o preço de capa de 300$00 (cerca de 1,5€), mesmo que todos os exemplares fossem vendidos, a receita daí arrecadada não permitiria suportar todos os custos. Daí, que a publicidade tenha sido (como hoje ainda o é) fundamental para que se possa produzir um jornal ou uma revista.
Na nossa primeira edição foram as seguintes as empresas que participaram e nos ajudaram com publicidade: Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Barlavento Algarvio, Frilagos, Lacoarte, Urbanização Ponta da Gaivota, Informédia, José d'Abreu & Fls, Lda, Câmara Municipal de Lagos, Talho do Custódio, Gouveia Informática, Lda, Padaria Central, Lacogeste e Restaurante Piri-Piri.
Quinze anos volvidos e correndo o risco de ser injusto de alguma forma tenho hoje a amarga sensação de que o tecido empresarial e comercial lacobrigense nunca ajudou empenhadamente não só o nosso projecto, nem outros que existiram e que desapareceram, entretanto. É com um sentimento de pesar que o constato pois, como tal como em 1995, hoje ainda continuo a acreditar que uma sociedade bem informada é uma sociedade melhor, o que não se verifica em Lagos no ano de 2010.

2 comentários:

Makejeite disse...

Caro Amigo

A sociedade está muito informada. Não restam duvidas! Está a dissimuladamente informada e isso é uma outra conversa, mais grave e simultaneamente, de argumentação complicada.

Na verdade o comercio de Lagos. nunca olhou de frente para este assunto. Sempre olhou para a publicidade como uma esmola, no entanto, diga-se em abono da verdade, nunca houve uma entidade com um projecto consistente que unisse a quantidade à qualidade.
Abraço

Carlos Mesquita disse...

Caro Amigo António Guimarães,
Sim, concordo consigo.
Racionalmente, penso que o meu comentário teve mais a ver com esse sentimento de amargura que ainda não passou com os anos, talvez pelo facto de me ter empenhado de «corpo e alma» na feitura deste projecto. Poderia ter sido mais consistente e ter unido quantidade à qualidade? Sim, poderia ter sido, se eu e outros fossemos melhores profissionais.
Por outro lado, olhando para o actual panorama nacional da comunicação social impressa tenho alguma dificuldade em acreditar nisso. O Público dá prejuízo, o Sol idem, o DN também. Acho que só se safam a COFINA (nem todos os meios do grupo) e a Impresa.
Enfim, na luta entre razão e coração, tenho cada vez menos certezas. E, a nível local, foi o que se viu...
Abraço do
Carlos Mesquita